quarta-feira, 2 de abril de 2025

“Perfil e percurso - Volta à Flandres Feminina 2025”


Por: Carlos Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

No próximo 6 de abril, o pelotão feminino enfrenta uma das mais prestigiadas e exigentes provas do calendário: a Volta à Flandres. Com o pavé já preparado e o público flamengo pronto para a festa, as melhores especialistas em clássicas do mundo irão disputar a glória em Oudenaarde.

Com 168 quilómetros de extensão, a edição feminina da Ronde apresenta um traçado igualmente desafiante ao da prova masculina. O percurso, com partida e chegada em Oudenaarde, inclui 12 setores de empedrado e múltiplas subidas curtas e explosivas, conhecidas como os lendários bergs da Flandres, que tornam esta corrida num verdadeiro teste de resistência, técnica e posicionamento.

O final, tal como no masculino, é definido pela icónica combinação Oude Kwaremont – Paterberg, duas subidas decisivas que muitas vezes determinam quem chega isolado ou em grupo reduzido à meta. Dali, segue-se um último esforço em terreno plano até ao centro de Oudenaarde, onde será coroada uma campeã digna da história da Ronde.

Antes disso, as ciclistas terão de superar verdadeiros obstáculos como o Koppenberg, o Taaienberg e o Kruisberg, todos posicionados na fase crucial da corrida. São rampas curtas, mas inclinadas e estreitas, que exigem potência bruta e nervos de aço — sobretudo quando combinadas com a dureza do empedrado flamengo.

Num pelotão recheado de talento, com múltiplas favoritas ao triunfo, a Volta à Flandres feminina promete, mais uma vez, espetáculo ao mais alto nível e uma batalha intensa até aos últimos metros. O palco está montado. A história está prestes a ser escrita nas pedras da Flandres.

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/perfil-e-percurso-volta-a-flandres-feminina-2025

“Ciclista espanhol Delio Fernández termina carreira com efeito imediato”


No currículo tem quatro etapas ganhas na Volta a Portugal

 

Por: Lusa

O ciclista espanhol Delio Fernández (APHotels&Resorts-Tavira-Farense) anunciou esta quarta-feira o final de uma carreira em que se destacou particularmente na Volta a Portugal, onde venceu quatro etapas e foi terceiro em 2014.

"Nunca pensei que aquele menino de sete anos, que fazia gincanas, chegaria a dedicar-se durante 18 anos ao ciclismo profissional. E chegou o momento de parar. O ciclismo exige estar a 100% física e mentalmente e há algum tempo que não consigo", justificou o galego de 39 anos, nas redes sociais.

Delio Fernández fez carreira na Volta a Portugal, sem grande alarido mas muitos bons resultados, conquistando quatro etapas, a última delas em 2023, no alto da Torre, um triunfo que lhe permitiu vestir a camisola amarela.

No seu palmarés figura também um terceiro lugar na prova 'rainha' do calendário nacional, em 2014, e um quarto lugar em 2015, ano em que perdeu o pódio no 'crono' da penúltima etapa.

"Sinto-me afortunado por tudo aquilo que o ciclismo me deu e pela gente que fui conhecendo ao longo deste caminho", acrescentou.

Vencedor da Volta à Áustria de 2017 e do Troféu Joaquim Agostinho em 2014, o galego começou o seu percurso profissional na 'local' Xacobeo-Galicia, antes de dar o salto para Portugal, onde representou o Boavista (2011-2012) e a OFM-Quinta da Lixa (2013-2015).

Entre 2016 e 2021, alinhou na francesa Delko Marseille, do segundo escalão do ciclismo mundial, regressando depois ao pelotão nacional para a APHotels&Resorts-Tavira-Farense.

"Quero agradecer todo o apoio recebido durante este tempo, em especial à minha família, que me acompanhou nos bons e maus momentos", concluiu.

Em poucos meses, a APHotels&Resorts-Tavira-Farense perde aquelas que foram as suas duas referências para as lutas pela geral nos últimos anos, depois de também Álvaro Trueba ter terminado a carreira.

Fonte: Record on-line

“Médico de Nairo Quintana condenado a seis meses de pena suspensa por doping”


Fredy Gonzales Torres administrou substâncias proibidas a ciclistas durante a Volta à França'2020

 

Por: Lusa

Foto: Instagram Nairo Quintana

O médico colombiano Fredy Gonzales Torres foi condenado esta quarta-feira a seis meses de pena suspensa por posse e administração de substâncias proibidas a ciclistas, nomeadamente o colombiano Nairo Quintana.

O tribunal de Marselha determinou que Torres "utilizou métodos interditos junto de corredores, no mínimo junto dos irmãos Quintana" durante a Volta à França de 2020.

Durante as buscas realizadas, em 16 de setembro de 2020, nos hotéis ocupados pela Arkéa-Samsic e que incidiram sobretudo nos espaços utilizados pelo médico, foram apreendidas 32 seringas e várias embalagens de 250 ml de soro fisiológico, que, de acordo com a presidente do coletivo de juízes, são "incompatíveis com um uso estritamente pessoal".

Lola Vandermaesen recordou que os perfis genéticos de Torres e dos irmãos Nairo e Dayer Quintana foram encontrados num garrote, considerando que as explicações dadas não foram fundamentadas.

Fredy Gonzales Torres terá ainda de pagar uma multa de 15.000 euros e uma quantia de 60.500 à Arkéa-Samsic, para compensar a equipa francesa pelos danos financeiros, morais e de imagem que sofreu.

Na altura, a Arkéa-Samsic confirmou que um número "muito reduzido de ciclistas" foi alvo de buscas no hotel por suspeitas de doping, que não eram dirigidas diretamente à equipa ou ao staff técnico.

A procuradoria de Marselha abriu, então, uma investigação após a "descoberta de vários produtos de saúde, incluindo drogas [...] e especialmente de um método que pode ser qualificado como doping".

No Tour'2020, a equipa francesa colocou Warren Barguil no 14.º lugar final e o colombiano Nairo Quintana no 17.º.

O semanário Le Journal du Dimanche noticiou na altura que a polícia investigou o quarto de Quintana e do seu irmão Dayer, o do compatriota Winner Anacona, bem como o dos massagistas e alguns veículos.

Vencedor da Volta a Itália em 2014 e da Volta a Espanha em 2016, Nairo Quintana foi desqualificado do Tour'2022, na qual tinha conseguido o sexto lugar, após terem sido descobertos no sangue vestígios de tramadol, então interdito pela União Ciclista Internacional -- atualmente, é também proibido pela Agência Mundial Antidopagem.

O também vice-campeão do Tour em 2013 e 2015 corre atualmente pela Movistar, nunca tendo sido condenado pelo ocorrido na 'Grande Boucle' de 2020.

Fonte: Record on-line

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