Por: Carlos Silva
Em parceria com: https://ciclismoatual.com
No próximo 6 de abril, o
pelotão feminino enfrenta uma das mais prestigiadas e exigentes provas do
calendário: a Volta à Flandres. Com o pavé já preparado e o público flamengo
pronto para a festa, as melhores especialistas em clássicas do mundo irão disputar
a glória em Oudenaarde.
Com 168 quilómetros de
extensão, a edição feminina da Ronde apresenta um traçado igualmente desafiante
ao da prova masculina. O percurso, com partida e chegada em Oudenaarde, inclui
12 setores de empedrado e múltiplas subidas curtas e explosivas, conhecidas
como os lendários bergs da Flandres, que tornam esta corrida num verdadeiro
teste de resistência, técnica e posicionamento.
O final, tal como no
masculino, é definido pela icónica combinação Oude Kwaremont – Paterberg, duas
subidas decisivas que muitas vezes determinam quem chega isolado ou em grupo
reduzido à meta. Dali, segue-se um último esforço em terreno plano até ao centro
de Oudenaarde, onde será coroada uma campeã digna da história da Ronde.
Antes disso, as ciclistas
terão de superar verdadeiros obstáculos como o Koppenberg, o Taaienberg e o
Kruisberg, todos posicionados na fase crucial da corrida. São rampas curtas,
mas inclinadas e estreitas, que exigem potência bruta e nervos de aço — sobretudo
quando combinadas com a dureza do empedrado flamengo.
Num pelotão recheado de
talento, com múltiplas favoritas ao triunfo, a Volta à Flandres feminina
promete, mais uma vez, espetáculo ao mais alto nível e uma batalha intensa até
aos últimos metros. O palco está montado. A história está prestes a ser escrita
nas pedras da Flandres.
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